Trabalhávamos os três juntos no bar ....
.....durante toda a noite entre risos e brincadeiras, com a música a ensurdecer as conversas e a encher-nos de energia.
Atendiamos solicitações e quando elas não chegavam até nós....chamávamos por elas.
As horas passávam rápido, os copos amontoavam-se na copa e voavam garrafas vazias.
Transbordava alegria, juventude e energia daquele trio.
Esperávamos todas as noites ansiosamente pelo momento em que tocáva a nossa música.....o momento do nosso ritual.
Toda a gente sabia o que ia acontecer e as pessoas aglomeravam-se ao pé do balcão para nos verem e ...para beberem da unha sabiam que ia ser distribuida quando a música acabasse.
Não se serviam bebidas desde o momento em que tocava o primeiro acorde.
Eu e Ela saltavamos para cima do balcão e Ele começava a distribuir os copos ao longo da grande curva de madeira.
Dançavamos as duas, com os passos que sabiamos de cor....
Os pequenos toques dos nossos corpos iam-se tornando mais ousados enquanto os copos se iam enchendo aos nossos pés.
Moviamo-nos ao sabor da música e explorávamos sensualmente os corpos uma da outra em movimentos ensaiados mas sentidos, apesar de sermos simplesmente amigas.
Os meus dedos subiam ligeiramente a mini-saia dela enquanto os dela alargavam o meu decote arrojado, as nossas mãos percorriam sem pudor a silhueta uma da outra ....e os copos acabavam de se encher com a pequena quantidade de líquido que iria ser distribuida para o grande brinde do final.
Deixávamos que as nossas línguas se tocassem à vista de todos sem nunca deixar de dançar... e riamos divertidas com a plateia que se babava.
Recebiamos antes dos outros os nossos copos cheios que bebiamos uma de cada vez à bruta, deixava escorrer o líquido pelos cantos da boca, ao longo da cara e do pescoço até ao peito enquanto Ela lambia a bebida que escorria na minha pele. Depois trocávamos e era eu que sorvia o líquido forte que escorria pela pele cheirosa do corpo da minha amiga, enquanto as unhas iam sendo distribuidas pelos presentes, deixando-os com a atenção dividida entre a imagem dos nossos corpos e os copos que se elevam à espera de ser agarrados .
Ao último acorde da faixa toda a gente içava o seu copo acima da cabeça e fazio-o rodar numa volta completa antes de o por à boca e beber de uma vez a pequena quantidade de Vodka com Martini Bianco que continha....num enorme brinde coletivo.
Adorava aquela sensação de provocação e espanto que este momento provocava nos outros!
Good Memories don´t you think?