quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Just me....Picos

Hoje.....
.....quero apenas falar de mim.
Quando me embrenho numa subida difícil rumo a um cume que, por alguma razão às vezes inexplicável, me faz desejar alcançá-lo sinto-me forte, imparável. Montes pequenos, que se atinjam com um passo, desinteressam-me e passam-me ao lado.

Habituada a seguir sozinha na frente, a definir rotas e a escolher percursos, não me pesam os que me seguem ou até aqueles que transporto agarrados a mim.
São muito poucas as mãos em que confio quando se estendem para me ajudar a subir e se alguém me lança uma corda onde me agarrar analizo-a cuidadosamente à procura do sítio onde, eventualmente, lhe possam ter infligido um golpe que a faria quebrar-se com o meu peso e dificilmente a uso. Suspeito de ventos favoráveis ou de calços que surgem em locais demasiado perfeitos... Prefiro seguir pelos meus meios, pois ainda que isso torne a subida mais dura também tornará a vitória mais pura.

Desoriento-me quando me surgem pequenas dificuldades vindas de várias frentes, como melgas que me picam ou formigas que me sobem pelas pernas e que facilmente esmagaria com um dedo...mas que me fazem esbracejar sem direcção. Disperso a minha atenção e tenho dificuldade em focar-me. 
Nessas alturas paro, sento-me, olho em volta, identifico o que me incomoda, defino prioridades, delineio estratégias e só depois me levanto para seguir em frente.

Mas os grandes obstáculos não me demovem, pelo contrário, impulsionam-me, fazem-me emergir forças que desconheço e que às vezes até me surpreendem. Contornar esses obstáculos é sempre a minha segunda opção. Tento sempre ultrapassá-los de frente, de cabeça erguida...mesmo que me rasguem as mãos e me esfolem os joelhos. Não temo a dor e não paro para lamber feridas. Sigo orgulhosa das cicatrizes que fazem de mim o que sou.

Quando finalmente atinjo o pico, o cume que me deslumbra...imediatamente olho em redor à procura de outro ainda mais alto para trepar. Às vezes preciso de ver esse outro objetivo a atingir mesmo antes de conquistar o primeiro, porque se não houver nada mais além que me deslumbre, eu sei que ao chegar ao topo as minhas forças se desvanecem e me lanço para o vazio em queda livre onde repouso à espera de outro cume que me desperte.
Não sei subir devagarinho nem ficar calmamente a apreciar a conquista.
É sempre ou tudo ou nada, ou no topo ou fundo....

Às vezes orgulho-me de ser assim, 
outras nem tanto, 
mas procuro entender-me, aceitar-me...
...e viver em paz comigo.

That's me, do you get me?

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Feelings......Unida

Naquele dia, quando me deste a mão....
....não entrelaçámos apenas os dedos,
fortaleceram-se os laços que nos unem as Almas.
Ao primeiro toque de pele fizeste-me estremecer o corpo e precisei de uns instantes para assimilar a sensação que me percorria. Respondi-te sem te olhar, com um sorriso que se me rasgou nos meus lábios e um aperto firme nos teus dedos delicados. Mas eu sei que sentiste as palavras que não disse e o sinal de aprovação de deixei passar pelos dedos.
Seguimos unidas, com as cabeças orgulhosamente erguidas e passo confiante, poderosas, lindas, a desfilar por entre a multidão...seguras do que somos e do caminho que queremos seguir.
Senti o meu peito a inchar de orgulho!
Como se a vida me tivesse oferecido de presente a outra parte de mim que eu nem sequer sabia que existia, a que me completa as lacunas, a que me compensa as fraquezas....senti-me grande, enorme!
Unidas e transformadas numa, somos imparáveis. Não há limites inatingíveis, nem barreiras intransponíveis para além da nossa vontade. Podemos tudo, somos o que quisermos, vamos onde tivermos vontade...o Mundo é nosso!
Apertei a tua mão com mais força para me certificar que eras real, que realmente existes e que nos encontrámos e guardei essa certeza no peito para poder olhar para ela sempre que me apetecer. 
É que às vezes, quando não estás ao alcance dos meus olhos e a minha pele não toca a tua...pareces-me um sonho demasiado bom para ser verdade.

Há gestos simples que dizem mais do que mil palavras.

Do you ever found the other piece of you?

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Pleasures.....Banquete de Luxuria



Sozinha....
......na paz da noite,

enchia o silêncio com o greatest motherfucker that I'll ever gonna meet

e o vazio com as imagens que passavam em série à frente dos meus olhos.


Aquelas imagens não me traziam apenas as formas e as cores dos corpos que me despertam a mente e me esventram a carne.Aquelas imagens traziam-me o cheiro da luxuria a invadir o ar, traziam-me o som de gemidos de prazer misturados com gargalhadas que compunham uma melodia envolvente e libertadora...viciante até.
Traziam-me o sabor de novas descobertas e involuntariamente....senti-me a liquidificar! Como quando se antecipa a degustação do nosso prato predileto e mesmo vendo um ingrediente novo...trincamos entusiasmados sem receio de não gostar.
Todas as minhas glândulas segregavam sucos que serviriam de tempero para o banquete de luxuria que se redesenhava na minha mente



Os elegantes e requintados personagens transformavam-se nas iguarias que se serviam sem pudor.
Indiferentes à ordem ou preceito, começava por se chupar os dedos impregnados da suposta sobremesa com um sorriso matreiro e desafiador para de seguida se lançarem ao prato principal.
Trinchavam-se corpos com as mãos determinados a desvendarem as mais preciosas iguarias das suas entranhas até se soltarem urros de prazer.
Lambiam-se os sucos que escorriam dos corpos, enterravam-se os dedos e os sexos em qualquer orifício lambuzado, usavam-se todos os utensílios disponíveis, sem qualquer ordem, apenas focados no prazer, inebriados pela liberdade de tudo poder fazer...insaciáveis apesar da abundância daquele banquete de luxuria que se lhes apresentava ao dispôr, ao alcance dos olhos, das mãos, das bocas, dos corpos...dos sexos que se misturavam e se uniam quase aleatoriamente na busca de experimentar novos sabores, novas sensações, novas combinações.
Não se comia apenas com os corpos, comia-se também com os olhos o prazer dos outros, definiam-se preferências, provava-se a inexistência de limites, saboreava-se a partilha.




Brindámos com um beijo antes de engolir o delicioso néctar que jorrava directamente da fonte para as bocas que se abriam sequiosas de o sorver, salpicando as caras que se lambiam na urgência de aproveitar até à última gota.
E o ar encheu-se de gargalhadas que se soltavam dos corpos despidos de pudor e lambuzados de gozo.






Abri os olhos e voltei a ver as imagens.
Chupei os dedos que tinha inundado de mim durante a viagem
e estranhei o sabor familiar.
A fome, crescia-me na mente e assolava-me o corpo.
Quero mais!

Do you understand the pleasure of a banquet of lust?


domingo, 22 de setembro de 2013

Pleasures......Pinceladas II

Pinceladas....
...que deixam marcas para além da pele.
Que se entranham e crescem,
e que me fazem crescer com elas.
Embelezam de forma única o inacabado quadro da vida.

Do you colour your life?

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Feelings.....Dona de mim

Hoje...
....de sorriso estampado no rosto,
sinto-me grande, forte,
orgulhosa das minhas escolhas e da liberdade que dou a mim própria
de ser dona de mim!

Reconheço e aceito as inevitabilidades da vida contra as quais não podemos lutar, mas lido com elas da forma que eu quero e não sigo para onde me querem levar.
Nunca pertencerei ao rebanho social que segue por caminhos definidos pelo pastor gigante que não se vê, mas que pretende marcar a sua omnipresença a cada encruzilhada.

Ontem, a vida empurrava-me para um dia marcado pela dor, para o enterrar de memórias vividas e onde gravar eternamente imagens do fim, seria o caminho esperado.
O rebanho chamava-me para uma celebração mórbida que, na verdade, nada tem para celebrar.  Aos meus olhos, é apenas uma celebração egoísta da própria dor e saudade antecipada, movida por obrigações sociais e camuflada de solidariedade pelo protagonista que já não sente, pelo que já não vê, por aquele cujo caminho terminou. O vazio deixado por aquele que já não está para ditar as ordens da sua vontade ao rebanho que o seguia permite que o omnipresente pastor guie o rebanho para o caminho banal da aceitação social, fazendo-o parecer inevitável e até obrigatório.
Mas não é! Pelo menos para mim...
Eu não temi ser a ovelha tresmalhada e decidi celebrar a vida! Imune a olhares de soslaio ou a críticas daqueles que vivem pelas leis que lhes são ditadas sem permitir a si próprios a liberdade de viver ou sequer de deixar viver.

Ensinada sem escolha a lidar com o fim, segui pelo caminho que escolhi confiante do meu direito de sentir à minha maneira e substituí lágrimas por sorrisos, lamurias de dor por gemidos de prazer, recordações por novas memórias, derrotas por vitórias, finais por inícios, morte por vida!
Eu sei que a minha escolha seria aprovada por quem realmente me importa, se essa análise lhe fosse permitida, porque foi isso que me ensinou, é assim que o sei e assim que o recordo: Cheio de Vida!

Uso e abuso do direito de escolher o meu caminho, de traçar o meu destino, de viver de acordo com as minhas leis e ser fiel àquilo que é realmente importante para mim.

Não acredito no destino....
...eu traço o meu caminho.
Sou dona de Mim!

Do you decide your fate? Or you let yourself be guided by it?