quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Just Things....Não engulas a tampa

Hoje.....
....eu é que me vou encontrar com os problemas, e não eles a mim.

E vou sugá-los, bebe-los e engoli-los todos....menos a tampa.



The National
Don't Swallow the Cap from Trouble Will Find Me



"...
I can't get the balance right
Throw my marbles in the fight
I see all the ones I wept for
All the things I had it in for
I won't cry until I hear
Cause I was not supposed to be here

Everything I love is on the table
Everything I love is out to sea
...
And if you want, too seriously
To see me cry
Don't swallow the cap
Play "Let It Be"
Pat yourself on the back
Or "Nevermind"
Too seriously

There's a time to leave, there's a time to think about
...
When they ask what do I see
I see a bright white beautiful heaven hangin' over me
..."

Just Things.....Demónios

Cada um lida com os seus....

...eu enfrento os meus e hoje, vou vê-los.

The National
Demons from Trouble Will Find Me



"When I think of you in the city
The sight of you among the sites
I get this sudden sinking feeling
Of a man about to fly
Never kept me up before
Now I’ve been awake for days
I can’t fight it anymore
I’m going through an
Awkward phase.
...
The more I see the pythons and the limbs
Do not know what’s wrong with me
Sours in the cup
When I walk into a room, I do not light it up
Fuck

I stay down
With my demons
...

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Just Thoughts....Construções

Desmoronou-se a construção pela força do vendaval...
...as peças que se encaixavam coesas a almejar grandes conquistas, 
caem por terra em desalinho.

Olham em volta, desorientadas, a aperceberem-se lentamente da realidade e olham à procura de reencontrar o seu lugar, separadas do elo que as unia e que lhes incutia a força, que as fazia acreditar poder crescer e atingir picos inimagináveis.
Vou precisar de arrumar o espaço, encontrar lugar para as peças e reconstruir, mas ainda não sou capaz de o fazer.
Carrego uma culpa que não sinto pertercer-me, como se eu pudesse ser capaz de controlar a força do vento....
Mas há sempre uma perspectiva positiva de encarar as situações, e eu vejo laços que fortalecem e que me fazem sentir bem, reorganizo prioridades e foco-me.
Foco-me no que restou da construção que se erguia assente num alicerce que caiu.
O que era apenas um braço transformou-se no pilar, o que seria um momento passou a ser um tudo, aquilo que seria o início adivinha-se um fim....mas centro-me nele, merecemos vivê-lo em pleno.
Arregaçámos as mangas para o pôr de pé, sobreviveu ao vendaval e vou continuar a trabalhar nele para que se eleve até ao mais alto possível...quero vivê-lo como se não houvesse amanhã!

Depois...logo penso como vou arrumar as peças.

Do you build your life following your desires?

domingo, 17 de novembro de 2013

Just Thoughts.....o Tempo

Mais uma vez...
...a vida prova-me que o tempo nunca corre a nosso favor. 
O tempo corre sempre contra nós.
O que levamos da vida é o que vivemos, o que vivemos hoje, a cada dia que passa.
O que deixamos para amanhã, sem pressa de viver, é sempre incerto e normalmente nunca chega a acontecer.

As lágrimas que se engolem...
...transformam-se em pedras que nos sufocam e jamais escorrem.
Os gritos que se abafam...
...transformam-se em raios que nos corroem e jamais se soltam.
Os impulsos que se dominam...
...transformam-se em frustrações que nos matam.
Os gemidos que não se sentem...
...transformam-se em sonhos, 
E os sonhos...
....os ilusórios e inatingíveis, aqueles que não se vivem, 
tornam-nos fracos e frágeis, 
fechados numa redoma que nos afasta cada vez mais da vida. 

Por isso sigo os meus impulsos e sigo atrás do meus sonhos.
Vivo a vida com pressa de viver, 
às vezes a gritar de raiva e outras a gemer de prazer.
Soltam-se lágrimas de dor e outras de alegria....mas vivo!
E quando não o faço, erro.
As lágrimas que matam são as que não escorrem, por aquilo que deixámos de fazer.

Porque o tempo...esse corre sempre contra nós e nunca a nosso favor.

Do you follow your dreams?

sábado, 16 de novembro de 2013

Feelings.....Castigada

Há plateias onde não consigo ficar sentada, impávida a assistir ao espectáculo.

Há peças que me tocam de tal forma que tenho que me levantar, furar a multidão e entrar em cena, mesmo não havendo lugar para mim no palco.
Sou incapaz de me resignar a observar e assistir a uma faixa que segue eufórica e desafinada, ou a uma história com a qual não concordo.
Surfo por cima da multidão, subo ao palco e faço por alterar o guião, roubo o microfone, introduzo acordes que não estavam previstos na esperança de alterar o final.
Não premedito, sigo o coração...fiel a mim própria!
Sigo sem medo mesmo sabendo que a intromissão no palco provavelmente me irá levar a ser expulsa da sala e que vou perder a possibilidade de viver o final do concerto.
Mas não me importo. Nunca serei uma espectadora passiva perante um espectáculo que me aperta o coração.
É que esse aperto no peito, que surge à margem da vontade, é o que define a diferença entre os espectáculos que realmente nos marcam a vida.
Gostaria de ser recebida com um sorriso e pertencer ao espectáculo.
Mas sinto que este espectáculo continuará a encantar a plateia sem mim....castigada cá fora pela intenção pretensiosa de fazer parte de uma banda cujo vocalista não admite partilhar o palco, apenas quer fãs na plateia.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Pleasures.....Abraço lambuzado

Daquela vez,
não me perdi no espasmo de um orgasmo...
...perdi-me no aconchego de um abraço.
Naquele dia... o corpo dela não pulsava a energia habitual. Não lhe sentia aquela força de se superar, sentia-a fraca. 
Naquele dia... não me apeteceu esmifrar-lhe o corpo, explorar-lhe as entranhas, testar-lhe dos limites no calor do tesão como habitualmente.
Naquele dia... apetecia-me mimá-la, lambe-la com carinho, afagar-lhe a pele, centrar nela as minhas atenções e inundá-la de ternura.

Fodemos sem a fúria dos outros dias. Não cheirava a tesão, cheirava ao carinho que cultivámos com a cumplicidade e os toques saiam doces e não desenfreados pela urgência da descoberta.

E no final, quando o bebemos juntas, selámos aquela união com um beijo, com as bocas impregnadas do mesmo sabor. Enquanto o víamos afastar, enrolámos as pernas num abraço, as mãos a vaguear sem premeditação teciam caricias ternas e os rostos lambuzados colados um ao outro a uniam-nos o sorriso cúmplice. 
Olhámo-nos, e apreciámos a beleza de nos vermos despenteadas e com as caras besuntadas do mel que adoramos beber...lindas! 
E eu vi claramente que há muito mais que nos liga para além do corpo.

Do you understand the beauty of a slathered hug?

sábado, 2 de novembro de 2013

Just Things.....Simple Pleasures

Há reencontros inevitáveis de tão irresistíveis.
Porque nos tocam, porque nos fazem sentir, porque nos dão vida.

Eu não lhes resisto, e hoje...vou lá, mais uma vez!

Não procuro fugir, 
não os pendo no meu caminho, 
não finjo, 
simplesmente....sinto-os comigo.
Há presenças tão presentes que fazem parte de mim!
Há 21 anos comigo....e vão acompanhar-me para sempre.

Tindersticks
If you're looking for a way out
from Simples Pleasures - reedited in Across Six Leaps Years

"...
If you're looking for a way out
I won't stand in your way
...
Oh come on stop pretending
Tell me what's in your heart 
..."

Do I meet you there?