quarta-feira, 15 de abril de 2015

ST(A)oRy.....1 - O Início

Não sei se foi uma descoberta por mera casualidade ou se era já a minha essência a manifestar-se...O que é certo é que muito cedo descobri que ao pressionar as pernas uma contra a outra, os lábios da minha rechonchuda vagina exerciam uma prazerosa pressão no clitóris.
Sentada, balanceava as pernas e com as mãos empurrava-as uma contra a outra. Gradualmente aumentava o ritmo e a pressão à medida que aquela "impressãozinha" me ia subindo pelo ventre e inundando o corpo. Gostava daquela sensação de prazer crescente!
Evoluía no processo cada vez mais envolta no prazer e abstraída da realidade em redor....a face ruborizava, a pele enchia-se de pequenas gotículas de suor e o meu ritmo cardíaco acelerava até ao ponto sem retorno. Já nada me parava até que sentir aquela explosão...um espasmo no corpo seguido de um descomprimir dos músculos e um suspiro de gozo. Era bom!
Instintivamente achava que havia algo de errado naquele ato, fazia-o nos meus momentos solitários (às vezes intercetados) porque ainda não andava na escola quando a minha mãe me levou ao médico preocupada com os estados de "transe" em que de vez em quando me encontrava e que eu, quando questionada, inocentemente apelidava de "impressãozinha no pipi".
Não ouvi o diagnóstico médico mas recordo perfeitamente que quando chegámos a casa a minha mãe me explicou que eu estava "a fazer amor sozinha" e que embora não fosse nada de mal, não deveria fazê-lo. Foi a forma que ela encontrou para me explicar que eu me masturbava.
Naquela altura o meu conhecimento de sexualidade era meramente reprodutivo, sabia que fazer amor era por a pilinha dentro do pipi para fazer filhos, mas não conseguia associar o prazer a esse ato e não compreendia como é que a minha impressãozinha no pipi, que eu fazia sem a presença de qualquer pilinha,  podia estar relacionada com fazer amor.
Continuei sempre a fazê-lo (na verdade ainda hoje me masturbo desta forma...entre outras, claro)! Procurava ainda mais não ser descoberta e confesso que esse risco, que ficou deste aí incutido ao ato, ainda me excitava mais.
Mais tarde nas conversas de mãe e filha, várias vezes ela me referiu que essa minha descoberta precoce seria um indício que eu provavelmente iria iniciar a minha vida sexual cedo....e não se enganou!
Até lá, até ter iniciado verdadeiramente a minha vida sexual, fui explorando esse prazer que descobri à procura de mais e melhor. Lembro-me de levar para a cama brinquedos (verdadeiros brinquedos, tipo pin y pons e afins...a descoberta dos brinquedos sexuais foi muitoooo depois) e coloca-los entre as pernas cruzadas à procura experimentar diferentes sensações.
A minha primeira penetração foi muito mais tarde e com um pénis, não por pudor de experimentar penetrar-me com algum objeto, acho que apenas nunca me ocorreu pois era da pressão no clit que advinha o meu prazer.
Nunca partilhei estas experiências com ninguém, menino ou menina. Nunca "brinquei aos médicos" com os meus amigos nem tive curiosidade de explorar o corpo de nenhum menino, apesar de ser uma criança com uma vida social completamente normal, brincava na rua, saltava ao elástico e jogava ao mata como todas as crianças da minha idade. O meu corpo e o meu prazer, era uma coisa só minha e eu sentia-me bem com isso!

Foi assim que tudo começou....descobri o prazer do orgasmo pela masturbação, antes de saber ler e escrever.
And you, how did you find the pleasure of an orgasm?

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Star Lights.....Mostra-me

Mostra-me só uma maminha....


Sede de ter
Vontade de dar
Conforto de ver 
Onde queres tocar.

A qualquer hora
Em qualquer lugar
Pede-me agora
Que eu vou-te mostrar.

Fome de ter
Necessidade de dar
Deixo-te ver
Quase sem pensar.

Humilde a pedir
Queres o a seguir,
Sou toda tua
Completamente nua!


segunda-feira, 6 de abril de 2015

Pleasures.......Desassossego

É um desassossego!
É sempre assim....desde que te escancarei as portas de mim.
Entra-me por todo o lado esta nortada....desassossega-me o corpo...tanto como me descansa a alma.

Por fora...arrepia-me a pele.
Entra-me pelos olhos e define o foco do meu olhar.
Passeia-me na mente sem cessar, rodopia pelos recantos mais recônditos e alvoroça-me as ideias todas....até as convicções mais acerradas.

Por dentro....
Percorre-me o corpo e arrepia-me as entranhas, é um frio que desce por mim abaixo...até ao cerne de mim, onde choca com o calor ardente que me caracteriza,
e aí.....condensa-se e transforma-se na nascente que me verte constantemente entre as pernas.

É sempre assim....este desassossego de cada vez que penso em ti.
 E é tão bom!


quarta-feira, 1 de abril de 2015

Just Me....De janela aberta

Abri a janela e apeteceu-me ficar.


Não há mudanças....porque não acredito que as pessoas mudem.
Os ventos que nos chegam das portas que se abrem (ou não) no nosso caminho 
é que nos conduzem as motivações....a vontade de entrar, de partir, de ficar.....ou arriscar.

Hoje abri a janela e apeteceu-me voltar.
Talvez pelo calor que se aproxima ou pela distância do que me motiva...
....soube-me bem a brisa e resolvi postar.

Gosto deste lugar! 
Não sei por quanto tempo vou ficar....
..apenas durante aquele em que olhar lá para fora me fizer brilhar, tal como sempre foi.
Porque não há mudanças, apenas somos o que vivemos.

Can you see the Star shining through the window ?