quarta-feira, 29 de abril de 2015

ST(A)oRy.....3 - Excitação e Menstruação

Transformei-me numa bonita adolescente, magra, alta com os meus longos cabelos castanhos e a pele sedosa, poupada pelo temeroso acne juvenil. 
Menstruei pouco depois de fazer  12 anos. Não me assustei quando chegou o sangue, a minha mãe tinha-me falado muitas vezes nisso e eu estava preparada. Ainda assim, não partilhei esse momento com ninguém, nem com a minha mãe nem com nenhuma das minhas amigas. Resolvi sozinha… e resolvi bem.

Ao contrário do que normalmente vejo em meu redor, eu nunca senti essa necessidade de contar a outros as coisas da minha vida. Sempre fui assim…talvez apenas até hoje…. E talvez seja esse o motivo porque me apetece estar aqui agora a escrever isto tudo. Por mim e para mim! Enfim…adiante.

Tinha as hormonas aos saltos e um fogo que me queimava por dentro. Até àquela altura não estabelecia ligação entre os beijos desajeitados que dava com os meus namorados do preparatório e o prazer que continuei sempre a sentir com a minha técnica de masturbação que explorava há tantos anos. Foi apenas nessa altura que eu associei que aquela sensação que me percorria o corpo quando pensava no rapaz que gostava se assemelhava, de alguma forma, à sensação que me impelia a pressionar uma perna contra a outra e iniciar aquele prazeroso processo solitário.
Era a Excitação, mas isso eu ainda não sabia.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Just a Tip....(from the weekend)


Sem hora, sem lugar, sem limites, sem restrições.
Com tudo, tal como deve ser!

Do you lit your cigarette?

domingo, 26 de abril de 2015

Wishes....Comer-me

Foi o mel com que me besuntaste a pele esta manhã que ficou a germinar os desejos que me cresceram no corpo ao longo do dia.
Surgiam-me diante dos olhos flashes do sexo louco da noite anterior…
Revia-me completamente cheia de ti enquanto enchia as carcaças de manteiga para o pequeno-almoço,
os meus gemidos de prazer misturavam-se com as conversas animadas da plateia barulhenta que nos enche a mesa ….e eu escorria quase em sintonia com a água fervilhante que vertia para as canecas do chá.

Foi a falta antecipada de sentir a presença do teu corpo que fez crescer esta fúria desmedida de te ter em mim, esta vontade louca de me encher de ti.
Vias-me em modo maternal, na azáfama da cozinha,
mas eu olhava-te pelo canto do olho refastelado no sofá sem conseguir conter um sorriso promiscuo vindo dos pensamentos que me assolavam a alma.
Compunha a ordem no meu reino depois de um almoço de família, preparava o jantar que haveríamos de comer mais tarde, mas toda eu estava focada na sobremesa.

Foi tudo que me fez querer tudo!
Quero-te a chicotear-me com o teu corpo, quero-te aqui todo enterrado,
quero foder-me com a mesma fúria com que me comes!
Quero-me cheia, saciada, o corpo dorido e a alma satisfeita....até te ter de volta.


Está tudo pronto, anda...hoje comemos-me à sobremesa!

quinta-feira, 23 de abril de 2015

ST(A)oRy.....2 - Beijos de Língua

Cresci rápido. Aos 10 anos começaram a surgir-me uns atrevidos pelos púbicos pretos, lisos como o meu cabelo, e um dos meus mamilos começou a crescer. 
No Verão dos meus 11 anos tinha de um lado uma maminha ainda lisa, de criança, e do outro o meu grande mamilo escuro a elevar-se do peito, cheio como um botão de rosa a desabrochar. Foram poucas as alturas da minha vida em que me senti tão pouco à vontade com o meu corpo…sentia-me disforme, ridícula se punha a parte de cima do biquíni apenas com uma mama para tapar e desprotegida ao mostrar nú, o meu solitário mamilo em protuberância. Foi o único verão da minha vida em que usei fato de banho.

 Durante os dois anos do ensino preparatório integrei-me com facilidade na comunidade escolar, tinha um alargado ciclo de amigos e rapidamente assumi um papel de topo, natural para a minha marcada personalidade de liderança. Nunca precisei de bengalas…de andar atracada a melhores amigas e sempre me dei melhor com os rapazes. Circulava entre os diferentes grupos e alinhava nos desafios mais ousados de cada um deles, que nessa altura tinham o seu auge quando fugíamos da escola por baixo do muro para fumar cigarros de mentol escondidos nas obras das casas em construção, ou para dar mergulhos em cuecas nas lagoas das pedreiras que existiam mais ou menos perto da escola e deixarmo-nos secar ao sol nús, estendidos nos montes de areia.
Sucumbi nas naturais paixonetas assolapadas características dessa idade, mas já nessa altura não era miúda de mudar de ideias e nunca tive namorados de um ou dois dias como as outras miúdas da minha escola.

O meu primeiro beijo de língua foi com o N-Língua Mole. Estava nervosa e não sabia bem o que fazer. Colámos os lábios, demos uns chochos e abrimos a boca. Ele tinha uma língua pequena, gorda e mole e começou literalmente a lamber-me a boca, tal como se lambe um gelado, enquanto eu tentava, sem sucesso, acompanhar-lhe os movimentos com a minha língua. Passámos algumas semanas naquilo apesar da descoordenação se manter. Quando acabava eu ficava com a cara, à volta da boca, toda lambuzada, cheia de cuspo….achava aquilo horrível! Nunca dei parte de fraca, porque um beijo de língua na minha escola, naquela altura, era um espetáculo assistido pelos colegas eufóricos, que muitas vezes cronometravam o tempo que aguentávamos a “tortura”, mas a verdade é que nunca consegui compreender como é que aquele lambuzanso poderia vir a ser bom (de notar que no 5º ano “algumas semanas” é um tempo imenso!!!).

O meu segundo namorado foi o P-Língua de Turbina. Ao contrário do anterior, tinha uma língua pontiaguda e dura que rodava incessantemente desde que abríamos a boca. Ao contrário dos beijos que tinha experimentado anteriormente: melosos, languidos e labuzados, estes eram beijos desenvoltos e enérgicos. Para mim era uma aflição tentar acompanhar aquele ritmo giratório marcado pela língua que me enchia a boca e muitas vezes pensei que ia ficar com uma distensão muscular na língua. No entanto acho que devo agradecer-lhe pois acredito o exercício intenso daquela altura deve ter contribuído para a agilidade que hoje tenho na língua, capaz de proporcionar sensações que tantas vezes me catalogaram de maravilhosas.


Uma primeira vez é uma coisa importante porque criamos um rótulo para determinada coisa, com base nessa primeira experiência para a qual fomos de mente aberta. Depois é sempre difícil de alterar a opinião criada.
Deve ser por isso que eu, ainda hoje, acho os beijos de língua algo desinteressantes….