segunda-feira, 19 de maio de 2014

Feelings.........Tens-me no Olhar

Tens-me no olhar....
Quando deambulo nua pela casa a bambolear a anca tal como sei que tu gostas…e mesmo sem te ver, sinto-me devorada pelos teus os olhos….
...fazes-me sentir a mais bela das mulheres!

Quando sinto o teu mastro a vibrar inesperadamente, e sigo o rasto do teu olhar para o encontrar focado em pormenores inusitados, como o movimento do meu pé ou a curva do meu pescoço….
...encantas-me!

Quando afastamos os corpos e observamos o nosso prazer de longe…os meus dedos percorrem-me movidos pela força do teu olhar, sinto-o a tocar-me e a esventrar-me com uma presença real….as minhas mãos são apenas o canal para me chegares, porque na realidade és tu que as dominas com os olhos.
Sinto o teu prazer a crescer em mim…inundas-me com a tua tesão que sinto sem tocar…unidos pelo olhar, entregamo-nos e temo-nos sem nos tocarmos….
....tens-me para além da carne!


Mas é quando vejo refletida na tua íris a minha minha expressão de gozo, naquele momento que me elevas ao céu e me fazes explodir, e mesmo sem emitires uma palavra ou sem deixares que a expressão do teu rosto se altere, eu leio tão claramente nos teus olhos o prazer que te proporciono…
...é aí que tu me tens...Toda!

Sou Tua…todinha para Ti!


terça-feira, 13 de maio de 2014

Feelings.....Viajar na Luz

É apenas mais um dia.....

Mas inventaram esta coisa de dar nomes aos dias e os numerar por uma ordem .....e os dias carregam histórias e marcas que voltam quando os ciclos se completam e os dias se repetem.
É inevitável recordar a tua pele fria, o corpo imóvel,  a testa enegrecida pelo oxigénio que aos poucos te faltou e te roubou a vida.
É inevitável relembrar a coragem com que encaraste a morte sem a combater, como lhe deste a mão e percorreste o caminho do fim sempre erguido e firme sem deixar transparecer o medo que eu tantas vezes te via no fundo dos olhos. Admiro a forma como discerniste entre o importante e o fútil e a dignidade com que te despediste do realmente importante e te abstraíste do irrelevante.
Eu travava uma gigante batalha contra minha natureza lutadora ao respeitar as tuas escolhas e ao aceitar a resignação ao inevitável naquela espera sufocante.....
A resignação matava-me a mim, quando na verdade eras tu que morrias e te mantinhas tão firme....
Eu não podia deixar-me abanar...e a cada dia colocava uma pedra no muro que construía à minha volta para me proteger e me manter de pé.
De braços e pernas atadas fui cortando os elos que dantes me enchiam a vida e que de repente se tornaram irrelevantes face à grandeza do que enfrentava. Tinha que me manter focada...a luta era apenas contra o tempo e não haviam segundas oportunidades.
Quando tudo chegou ao fim e eu voltei a olhar em redor....o muro que eu tinha construído era tão alto que tapava a luz do Sol que me iluminava a vida e eu via-a de outra cor.
E eu fiquei sozinha...forte e confiante, protegida pelo muro mas inacessível ao mundo.
Durante muito tempo o mesmo muro que me segurava as lágrimas impedia que me tocassem....e enquanto usava os homens para desafiar os limites do corpo e me elevar o ego, dediquei exclusivamente o meu coração às três mulheres que me completam a vida.
Hoje, ostento uma muralha em ruínas, mutilada pelas batalhas de vida a que me fui entregando, manchada de lágrimas e de sorrisos, de suor e sémen...de saliva e sangue. Através das pedras caídas que já não luto por reconstruir, enfrento as minhas vulnerabilidades e reaprendo a lidar com elas sem me vergar.
Hoje, inquestionavelmente, faço mais por te agradar do que quando me vias antes de viajares na luz que te alberga a presença, porque sei, que por ti e por mim, todos os dias sou mais Mulher!

Parabéns Pai

Listening
Travelling Light
by Tindersticks

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Pleasures.....Em andamento

- Estou aqui! Anda-me buscar!
E eu fui.
Era sempre assim, sem planos, sem avisos, sem premeditação...e era bom!
Parei com os quatro piscas ligados e ele entrou. Indiferentes aos olhares que se focavam em nós vindos da esquadra ao nosso lado, lambuzámo-nos e sugámos literalmente as línguas um do outro como só ele sabe fazer até um policia invejoso bater na janela do carro e nos mandar andar.
Meti a primeira e arrancámos pelas ruas iluminadas e cheias de gente.
Não conseguíamos parar! As mãos geladas deambulavam pelo meu corpo e engoliamo-nos em cada semáforo fechado.
Era sempre aquele desejo incontrolável...como se estivéssemos sedentos de sede e finalmente nos fosse dada água.
Eu também queria tocar-lhe....mas estava presa aos comandos do carro.
- Tu pões as mudanças! - disse-lhe.
Ganhei alguma liberdade de movimentos e partilhei a responsabilidade e a atenção.
- Primeira! Segunda!
A mão que se libertou da manete das mudanças agarrou firmemente o mastro erecto que se erguia ao meu lado e que saltava descaradamente das calças entreabertas.
O movimento das mãos fluía rápido tal como o movimento das rodas no alcatrão e sugávamo-nos a cada paragem imposta pelos muitos semáforos do caminho.
Desembaraçávamo-nos das roupas nos segundos que tínhamos livres da condução partilhada.

Estava frio lá fora...mas a temperatura dentro daquele carro era maior do que o pico do calor de um dia de Julho, tal como o nome que batizava a rua por onde passávamos e as roupas voavam em desalinho pelo carro expondo a minha nudez sob a iluminação forte das ruas.
O caminho tornou-se curto e chegámos ao destino completamente nus e desalinhados....loucos de desejo.
Cobri-me apenas o suficiente para passarmos despercebidos pela multidão que se acomulava à porta do local onde iríamos dançar e saltei-lhe para cima sem hesitar assim que estacionei e puxei o travão de mão do carro.
Fodemos violentamente no estacionamento movimentado durante muito tempo, com rabos e pernas a aparecem descaradamente pelo vidro do carro...cegos de tesão e completamente indiferentes aos comentários que alguns transeuntes não se coibiam de emitir.
Momentaneamente saciados saímos do carro rumo ao destino que nos trouxera até ali e...ao arrumador de carros que se dirigiu a nós com um sorriso travesso e a mão esticada, apenas respondi:
- Já tiveste o teu prémio em espectáculo hoje...
Ele sorriu afirmativamente, esticou o polegar e soltou um: - Divirtam-se!!!

Have you ever had pleasure on the road?

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Pleasures....Um encontro com o teu Cheiro

Tínhamos um encontro marcado.
Várias vezes me tinha sentido a escorrer durante o dia ao pensar no momento em que iria encontrá-lo no meu leito acetinado....pacientemente à minha espera.

Quando chegou a hora, Morféus chamou-me e o meu corpo cansado das batalhas que se tinham antecedido....deixou-se levar antes de chegar ao sítio onde ele me esperava.
Acordei a meio da noite, em sobressalto, com aquela sensação de tarefa por cumprir.
Levantei-me e dirigi-me a ele! Sabia que me esperava....
Tive o cuidado de olhar para o chão e proteger os pés dos estilhaços de vidro que permaneciam espalhados no caminho como restos mortais das lutas épicas que se tinham travado naquele quarto na noite anterior. Olhei os lençóis desalinhados e sorri com a certeza da sua presença ....mesmo sem poder vê-lo.

Mergulhei naquela cama e senti-o imediatamente em mim. Tocou-me suavemente e deixei-me envolver no seu abraço. Rebolei-me e rocei-me...queria senti-lo em cada centímetro da minha pele, queria lambuzar-me toda dele!


Enterrei a cabeça na almofada onde o sentia mais presente e obriguei-o a impregnar-me as entranhas. Há medida que entrava em mim...o meu corpo vibrava e deixei que as mãos me percorressem a pele no mesmo sentido. Passei pela pequena elevação dos meus seios, com os cumes eriçados de prazer e demorei-me por lá... a deliciar-me com a aceleração contínua do ritmo marcado pelo coração, enquanto apertava os mamilos com a força da ponta dos dedos.

Com a outra mão desci mais um pouco e enterrei imediatamente dois dedos na gruta molhada que os chamava. Suspirei com a sensação de alívio ao sentir-me preenchida por algo.....claramente insatisfatório, mas ainda assim...era algo!
Esgatafunhei irrefletidamente à procura do botão que me faz jorrar mas rapidamente desisti (esse botão pertence-te, tenho que me resignar) e levei os dedos à boca para saborear o meu gosto enquanto me lembrava do prazer que tenho quando sinto o mesmo sabor nos teus dedos e o partilhamos com as nossas línguas.
Voltei a dirigir-me para baixo e deixei um rasto molhado de saliva pelo corpo à minha passagem.
Brincava com as pernas e olhava para as posições dos meus pés com os mesmos olhos com que tu os vês.....
Friccionei o clit com força até ser incontrolável a necessidade de me sentir preenchida e com a outra mão enterrei a rosinha em mim até a sentir tocar naquele ponto onde me tocas quando me enches toda. Bombeei-a sem dó para dentro da minha gruta molhada...contorcia-me de prazer a cada estocada e abafava com a almofada impregnada do teu cheiro os gemidos que me queriam saltar da garganta.
Era bom! Mas eu queria mais....
Dei descanso ao meu clit já dorido, dobrei-me e enterrei os dedos molhados no rabo que palpitava em antecipação sem nunca abrandar o ritmo com que fazia a rosinha entrar e sair de dentro de mim.
Enchi-me o mais que podia em todas as fendas que tinha ao dispôr até finalmente sentir o prazer acumulado no ventre a explodir e a expandir-se pelo corpo todo.
Com o teu cheio a abraçar-me e os olhos bem fechados quase podia sentir aquele olhar sôfrego com que me fodes a alma quando me comes...e que eu adoro.
Senti-me a adormecer ao mesmo ritmo que a minha respiração voltava ao ritmo normal, acompanhada pelo teu cheiro mas com o coração apertado pela falta que sinto do teu corpo na minha cama.

You can feel the presence of a smell?